Questão 2
Tema: Política
externa e interna do Brasil
Bibliografia:
Capítulo 7 – Raízes do Brasil (foco na finalização do
capítulo)
Tópicos principais
para a resposta:
·
Revisão:
ruralismo, estruturas coloniais, personalismo, políticas de balcão
·
Princípios de autonomia e universalização
·
Ações para adquirir autonomia (OPA, Mercosul,
BRICS)
·
Eixos da política externa brasileira
·
Problemas internos (latifúndios, desigualdade
social, infraestrutura etc.)
Anotações:
1-A tese de Sérgio
Buarque de Holanda sobrevive até os dias atuais?
·
Segundo o autor, situações como o ruralismo, as
estruturas coloniais, o personalismo e as políticas de balcão são essências
extremamente íntimas que não podem ser alteradas;
·
Ao longo da resposta, precisaremos comprovar que
essa tese já não é mais tão absoluta como antes. Através da busca de autonomia
e universalização da política externa brasileira, pode-se dizer que algumas estruturas coloniais já foram
superadas, por exemplo;
·
A autonomia brasileira é bem recente e está
sendo lentamente conquistada desde o início do século XX. Uma prova disso é o
fato de que, em 1888, precisamos de forças externas e liberais para abolir a
escravatura;
·
Ao longo do século passado, diversas medidas da
política externa brasileira comprovaram nossa busca pela autonomia. Nesse
sentido, é legal revisar os tópicos dos seminários, pelo menos;
·
Em suma, precisamos mostrar que o Brasil
abandona lentamente, através de alguns instrumentos, algumas de suas raízes
negativas.
·
Não tenho outras informações sobre o assunto,
mas o Claudenir afirmou que Holanda manteve-se em uma essência metafísica muito
grande ao finalizar seu livro. Quem quiser colocar isso, ficará como algo a
mais para a resposta.
1.1
–
“Definições”:
Ruralismo: Parte
vital da estrutura colonial brasileira, o ruralismo deve ser relacionado com o
surgimento e permanência dos latifúndios.
Uma das provas do poder ruralista no Brasil é a votação do Código
Florestal. Tudo poderia ser muito simples se não tivéssemos uma bancada
ruralista em Brasília.
Demoramos para evoluir do rural para o agrícola (vale
lembrar que o termo “agrícola” refere-se ao emprego de técnicas produtivas). Na
realidade, a terra nunca deixou de ser nosso modo de produção de riquezas. É
justamente ao redor dela que surgem os problemas sociais brasileiros.
O ruralismo atrapalhou ainda a existência de um capital
criativo mais incisivo no Brasil. Quase sempre importamos as tecnologias e
ideias alheias, a começar pela industrialização (made in England, rsrs)
Estruturas coloniais:
Não acho que haja necessidade de definir esse termo, mas sim de
contextualizá-lo dentro da questão da prova.Diretamente ligado ao ruralismo,
também pode ser explorado no momento de “falar mal” sobre o país: questões
relacionadas a desigualdade social e a falta de infraestrutura têm forte
relação com as raízes do Brasil.
Personalismo:
serviço burocrático (personalização das instituições segundo a gerência da
pessoa que está ali naquele momento). Origina-se da figura do português
empreendedor, que é individualista e propaga a ideia de que “o sucesso de uma
ação só depende de você.” Para quem quiser mais informações, leia as páginas
32, 33 e 34 de “Raízes do Brasil”.
Políticas de balcão:
não encontrei uma definição pronta, mas o termo deve estar relacionado ao
mercado de balcão. Seu conceito? Todas as distribuições, compra e venda de ações,
títulos, commodities e afins feitos fora da bolsa de valores. Simplificando:
políticas informais.
2-Princípios da
política externa brasileira
AUTONOMIA
UNIVERSALIZAÇÃO
·
Esses princípios são fundamentais para
contra-argumentar a tese do Sérgio Buarque de Holanda.
·
O principal objetivo da política externa
brasileira é diminuir a dependência em relação aos Estados Unidos.
·
Um dos principais pontos para a concretização
dessa meta foi a criação do Mercosul. Vale lembrar que tudo começou com a
Operação Pan-americana (OPA), da qual se originou a estreita relação entre
Brasil e Argentina.
·
Recentemente, uma das formas mais eficazes para
alcançar esse objetivo foi a criação e consolidação dos BRICS (grupo formado
por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). “Inventado” pelo Brasil,
essa foi uma das maiores engenharias políticas de nossa história.
·
Tudo isso comprova que o Brasil ganha capacidade
de impor seus interesses diante de outros Estados a cada dia. Não é a toa que o
país representa os interesses latino-americanos em reuniões internacionais.
·
Com relação à universalização de nossa
autonomia, um dos principais exemplos é a liderança na reconstrução do Haiti.
·
Apesar dessa autonomia, que coloca o Brasil como
potência regional média, conseguimos manter boas relações com os EUA. O motivo
disso é histórico: desde 1900, o Barão de Rio Branco antecipou-se e conquistou
um local privilegiado para o Brasil nas relações diplomáticas entre os dois
países. Ao longo da história, o Brasil mostrou que sabe quando é necessário recuar
ou avançar em relação aos Estados Unidos. (Lembrem-se disso quando passarem na
Avenida Rio Branco, no centro de São Paulo, rs)
·
Até mesmo o suposto vilão chamado ruralismo pode
ser útil nessa expansão da política externa: a FAO (Organização das Nações
Unidas para Alimentação e Agricultura) prevê uma crise de alimentos para a
próxima década. Isso favoreceria econômica e politicamente o Brasil.
Eixos de prioridade
da política externa:
·
Regional – Mercosul, especialmente Argentina e
Venezuela;
·
Norte-americano: projeto de integração econômica
que inclui Canadá e México + relações políticas e econômicas com os próprios
Estados Unidos;
·
Europeu – baseado em Berlim, compreende, a um só
tempo, as relações com a União Europeia e com os países da Europa Ocidental – é
o eixo tradicional da orientação de constituição de parcerias estratégicas;
·
Orla do Pacífico – centrado em Tóquio, visa
reforçar laços com o Japão e iniciar a intensificação gradual da cooperação com
os demais países da região (Coreia do Sul, Taiwan, Cingapura, Tailândia etc.)
·
Potências regionais – consolidado pelos BRICS,
encerra realidades políticas diversas e níveis de cooperação distintos.
Relações constituídas por inúmeras afinidades, visto que as nações enfrentam os
mesmos tipos de problemas no cenário internacional, além de desempenharem o
mesmo papel protagônico de potências regionais.
3-Os problemas
internos (em parte, Sérgio Buarque de Holanda ainda tem razão)
·
Temos um saber agrícola que dificilmente será
acumulado por outros países, mas nos esquecemos de associá-lo as tecnologias de
produção e à capacidade produtiva.
·
Precisamos desenvolver uma indústria com
competência e capital brasileiros.
·
É necessário explorar setores potenciais do
Brasil, como construção civil, comercialização de bovinos, fármacos e serviços
em geral (setor terciário da Economia);
·
Nossa infraestrutura é precária. Quer exemplos?
Grande parte das reportagens sobre os preparativos para a Copa do Mundo tratam
sobre esse assunto.
·
As relações de amor e ódio que envolvem a
palavrinha “privatização” precisam ser amenizadas. O problema não é a
privatização, mas sim como privatizar. É necessário, por exemplo, regular tempo
de contrato, preços, qualidade de serviços oferecidos etc.
·
Pense em todos os problemas que a história do
Brasil ainda não solucionou: desigualdades, falta de reforma agrária, questão
indígena etc.. Uma dica: revise suas anotações do primeiro semestre: são
aqueles primeiros capítulos do livro do Sérgio Buarque de Holanda que funcionam
como embasamento para mostrar que não superamos tudo, mas estamos caminhando
(mesmo que lentamente).
·
Vale lembrar que o maior problema do país
refere-se as suas políticas internas.
0 comentários