Para estudar

   Nos primeiros trabalhos, Freud sugeria a divisão da vida mental em duas partes: consciente e inconsciente. A porção consciente, assim como a parte visível do iceberg, seria pequena e insignificante, preservando apenas uma visão superficial de toda a personalidade. A imensa e poderosa porção inconsciente - assim como a parte submersa do iceberg - conteria os instintos, ou seja, as forças propulsoras de todo comportamento humano.

    Nos trabalhos posteriores, Freud reavaliou essa distinção simples entre o consciente e o inconsciente e propôs os conceitos de *Id, **Ego e ***Superego. O "ID", grosso modo, correspondente à sua noção inicial de inconsciente, seria a parte mais primitiva e menos acessível da personalidade. Freud afirmou: "Nós chamamos de (...) um caldeirão cheio de axcitações fervescentes. [O id] desconhece o julgamento de valores, o bem e o mal, a moralidade" (Freud, 1933, p. 74). As forças do id buscam a satisfação imediata sem tomar conhecimento das circunstâncias da realidade. Funcionam de acordo com o princípio do prazer, preocupadas em reduzir a tensão mediante a busca do prazer e evitando a dor. A palavra em alemão usada por Freud para id era es, que queria dizer "isso", termo sugerido pelo psicanalista Georg Grddeck, que enviara a Freud o manuscrito do seu livro intitulado The book of it (Isbister, 1985).

    O id contém a nossa energia psíquica básica, ou a libido, e se expressa por meio da redução de tensão. Assim, agimos na tentativa de reduzir essa tensão a um nível mais tolerável. Para satisfazer às necessidades e manter um nìvel confortável de tensão, é necessário interagir com o mundo real. Por exemplo: as pessoas famintas devem ir em busca de comida, caso queiram descarregar a tensão induzida pela fome. Portanto, é necessário estabelecer alguma espécie de ligação adequada entre as demandas do id e a realidade.

      O ego serve como mediador, um facilitador da interação entre o id e as circunstâncias do mundo externo. O ego representa a razão ou a racionalidade, ao contrário da paixão insistente e irracional do id. Freud chamava o ego de ich, traduzido para o inglês como  "I"  (Eu"  em português). Ele não gostava da palavra ego e raramente a usava. Enquanto o idanseia cegamente e ignora a realidade, o ego tem consciência da realidade, manipula-a e, dessa forma, regula o id. O ego obedece ao princípio da realidade, refreando as demandas em busca do prazer até encontrar o objeto apropriado para satisfazer a necessidade e reduzir a tensão.
 
    O ego não existe sem o id; ao contrário, o ego extrai sua força do id. O ego existe para ajudar o id e está constantemente lutando para satisfazer os instintos do id. Freudcomparava a interação entre o ego e o id com o cavaleiro montando um cavalo fornece energia para mover o cavaleiro pela trilha, mas a força do animal deve ser conduzida ou refreada com as  rédeas, senão acaba derrotando o ego racional.

      A terceira parte da estrutura da personalidade definida por Freud,osuperego,desenvolve-se desde o inicio da vida,quando a criança assimila as regras de comportamento ensinadas pelos pais ou responsáveis mediante o sistema de recompensas e punições. O comportamento inadequado  sujeito à punição torna-se parte da consciência da criança, uma porção do superego. O comportamento aceitável para os pais ou para o grupo social e que proporcione a recompensa torna-se parte do ego-ideal, a outra porção dosuperego. O comportamento aceitável para os pais ou para o grupo social e que proporcione a recompensa torna-se parte do ego- ideal, a outra porção do superego. Dessa forma, o comportamento é determinado inicialmente pelas ações dos pais; no entanto, uma vez formado o superego, o comportamento é determinado pelo autocontrole. Nesse ponto, a pessoa administra as próprias recompensas ou punições. O termo cunhado por Freudpara o superego foi über-ich, que significa literalmente "sobre-eu".

   O superego representa a moralidade. Freud descreveu-o como o "defensor da luta em busca da perfeição - o superego é, resumindo, o máximo assimilado psicologicamente pelo indivíduo do que é considerado o lado superior da vida humana" (Freud, 1933, p. 67). Observe-se então, que, obviamente, o superego estará em conflito com o id. Ao contrário do ego, que tenta adiar a satisfação do id para momentos e lugares mais adequados, osuperego tenta inibir a completa satisfação do id.

     Assim Freud imaginava a constante luta dentro da personalidade quando o ego é pressionado pelas forças contrárias insistentes. O ego deve tentar retardar os ímpetos agressivos e sexuais do id, perceber e manipular a realidade para aliviar a tensão resultante, e lidar com a busca do superego pela perfeição. E, quando o ego é pressionado demais, o resultado é a condição definida por Freud como ansiedade.

*Id: fonte de energia psíquica e o aspecto da personalidade relacionado aos instintos.

**Ego: aspecto racional da personalidade responsável pelo controle dos instintos.

***Superego: o aspecto moral da personalidade, produto da internalização dos valores e padrões recebidos dos pais e da sociedade.

Em outras palavras:

ID: Constitui o reservatório de energia psiquica, é onde se localizam as pulsões de vida e de morte. As características atribuídas ao sistema incosciente. É regido pelo princípio do prazer (Psiquê que visa apenas o prazer do indivíduo). 
EGO: É o sistema que estabelece o equilíbrio entre as exigências do id, as exigências da realidade e as ordens do superego. A verdadeira personalidade, que decide se acata as decisões do (Id) ou do (Superego). 
SUPEREGO: Origina-se com o complexo do Édipo, apartir da internalização das proibições, dos limites e da autoridade. (É algo além do ego que fica sempre te censurando e dizendo: Isso não está certo, não faça aquilo, não





http://www.psicoloucos.com/Psicanalise/id-ego-e-superego.html
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 Wertheimer aprensentou os princípios de organização perceptual da escola de psicologia da Gestalt em um artigo publicado em 1923. Ela alegava que percebemos os objetos do mesmo modo que observamos o movimento aparente, como unidades completas e não como agrupamentos de sensações individuais. Esses pricípios da Gestalt seriam as regras fundamentais por meio das quais organizamos nosso universo perceptual.

   Uma premissa subjacente estabeleca que a organização perceptual ocorre instantaneamente, sempre que percebemos diversos padrões ou formatos. As minúsculas partes do campo perceptual unem-se para formar estruturas distintas das originais. A organização perceptual é espontânea e inevitável, sempre que vemos ou ouvimos. Normalmente, não precisamos aprender a formar padrões, como afirmavam os associacionistas, embora algumas parcepções de nível superior, como nomear os objetos, dependam da aprendizagem.

   De acordo com a teoria da Gestalt, o cérebro é um sistema dinâmico em que todos os elementos ativos interagem em determinado momento. A área visual do cérebro não responde separadamente aos elementos individuais do estímulo visual, conectando-os mediante algum processo mecânico de associação. Ao contrário, os elementos similares, ou bem próximos, tendem a se combinar, e os elementos diferentes ou distantes, a não se combinar.

   Listamos a seguir vários princípios de organização perceptual ilustrados na figura12.1.

Figura 12.1
1. Paroximidade. 

As partes bem próximas umas das outras no tempo e no espaço pareçem unidas e tendem a ser percebidas juntas. Na figura 12.1(a), percebemos círculos nas três colunas duplas e não apenas como um grande conjunto.

2. Continuidade.

Há uma tendência de a nossa percepção seguir uma direção para conectar os elementos de modo que eles pareçam contínuos ou fluir em uma direção específica. Na figura 12.1(a), a tendência é seguir as colunas com pequenos circulos de cima para baixo.

3. Semelhança.

As partes similares tendem a ser vistas juntas, formando um grupo. Na figura 12.1(b), os círculos e os pontos parecem juntos, e a tendência é perceber fileiras de círculos e de pontos em vez de colunas.

4. Preenchimento.

Há uma tendencia da nossa percepção em completar as figuras incompletas, de preencher as lacunas. Na figura 12.1(c), é possível perceber três quadrados, mesmo que as figuras estejam incompletas.

5. Simplicidade.

Há uma tendência de vermos a figura como tendo boa qualidade sob as condições de estímulos; a psicologia da Gestalt chama essa característica de prägnaz ou boa foma. Uma boa Gestalt é simétrica, simples e estável, e não pode ser mais simples nem mais organizada. Os quadrados na figura 12.1(c) são boas Gestalts porque são claramente percebidos como completos e organizados.

6. Figura/fundo.

Há uma tendência de organizar as pecepções do objeto (a figura) sendo visto e do fundo (a base) sobre o qual ele aparece. A figura parece mais substancial e parece destacar-se do fundo. Na figura 12.1(d), a figura e a base são reversíveis; é possível ver dois rostos ou um vaso, dependendo de como a percepção é organizada.

   Esses princípios de organização não dependem dos processos mentais superiores nem de experiências passadas, mas estão presentes nos próprios estímulos. Wertheimer chamou-os de fatores periféricos, reconhecendo também os fatores centrais dentro do organismo influenciam a percepção. Por exemplo: sabe-se que os processos mentais superiores de familiaridade e de atitude afetam a percepção. No entanto, em geral, os psicólogos da Gestalt concentran-se mais nos fatores periféricos da organização perceptual do que nos efeitos da aprendizagem ou da experiência.
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Behaviorismo
O behaviorismo tem seu início marcado com o lançamento de John Watson em 1913 do ManifestoBehaviorista.
Watson
(1878-1958), com esse manifesto imprime um novo rumo à historia da Psicologia,influencia vários setores do comportamento humano, nas teorias de aprendizagem , na personalidade e naspsicoterapias.Mediante ao pensamento behaviorista entende-se que pela observação e experimentação sistemática ecuidadosa, e possível desenvolver um conjunto de princípios que podem explicar o comportamento humano.O objeto da Psicologia que até então tinha sido a alma, ou a consciência, a mente, e a partir do behaviorismopassa a ser uma
ciência comportamento humano
, não pode mais ser considerada como ciência pura daconsciência. É dada uma importância maior aos fatores ambientais e a hereditariedade é relegada à segundoplano.
O homem passa a ser visto como produto do ambiente.
Watson dizia que se a psicologia quisesse se fortalecer no mundo da ciência seria necessário que elarepensasse o seu objeto de estudo.Então propôs que a psicologia deveria estudar o comportamento e queseu
objeto de estudo fosse determinado pelos atos observáveis de conduta que pudessem ser descritos emtermos de
estimulo e resposta
.
O behaviorismo tentou reduzir a psicologia a uma ciência natural, deixandode lado a consciência e volta-se exclusivamente ara o comportamento objetivo.O primeiro momento do Behaviorismo vai de 1913 a 1930,esse Behaviorismo fica conhecido como
clássico
,polêmico e programático, tem seu alvo principal o movimento contra o Estruturalismo que utilizava o métodointrospectivo.As idéias de Watson ganham força e são influenciadas pelas contribuições de
Ivan Pavlov
. Fisiologista(1906-1927), que demonstrou através da representação simultânea de um
estímulo não condicionado
(carne),e de um
estímulo condicionado
(som do diapasão) o estímulo condicionado conseqüentemente produziria aresposta (salivação) que anteriormente só podia ser produzida pelo estímulo não condicionado. Esseprocesso tornou-se por parte dos psicólogos americanos, um meio de controlar o comportamento e evitar operigo do subjetivismo.Então pensou que o reflexo da salivação tinha ficado de algum modo ligado oucondicionado a estímulos que anteriormente estiveram associados ao alimento, neste processo háaprendizagem ou condicionamento.Um condicionamento só poderá ocorrer se o estimulo neutro for acompanhado elo alimento um certo numerode vezes, logo, o reforço (ser alimentado) e determinado e necessário para que a aprendizagem ocorra.1.
►“
Behavoir
” = comportamento ou comportamentalismo ou Teoria Comportamental ouAnálise Experimental do Comportamento ou ainda, Análise do Comportamento (Watson).
2.
►A princípio defendia como uma perspectiva funcionalista para a Psicologia em que o comportamento era estudado como certas variáveis do meio. Hoje se entende como comportamento, uma interação entre aquilo que o sujeito faz e o ambiente onde o seu ‘fazer’acontece: interações entre o indivíduo e o ambiente, entre as ações daquele (suas respostas), e o ambiente (as estimulações).
3.
►”
Respostas e estímulos
”: razões metodológicas e históricas; a primeira: analistas experimentais de comportamento adotaram modo preferencial analítico e experimental daquele estudo. A segunda: termos escolhidos devido ao seu uso generalizado; o homem é estudado como produto e produtor dessas interações.
4.
►
Behaviorismo radical
(Skinner):
designa uma filosofia da Ciência do Comportamentopor meio da análise do comportamento ( comportamento operante).
5.
Behaviorismo metodológico(Watson)
: designa um método de ciência, apenas oscomportamentos observáveis são passíveis de serem analisados
6.
►
Comportamento respondente ou reflexo
:
chamados de ‘não voluntário’, respostas sãoeliciadas (produzidas), por estímulos antecedentes do ambiente. São ações reflexas ou
1



respondentes de comportamento involuntário (ambiente-sujeito), independente da ‘aprendizagem’.Incluem-se aí as respostas biológicas do organismo ao ambiente.
7.
Comportamento operante
:
amplo leque de atividades humanas em que as relaçõesambiente-sujeito são voluntárias, dependentes da ‘aprendizagem’ e seus estudos e experimentosdefinem-se como
Leis Comportamentais
.8.►O homem age ou opera sobre o mundo em função das conseqüências criadas por suaação.
9.
►
Reforço
é chamado por toda conseqüência que, seguindo uma resposta, altera aprobabilidade futura de ocorrência dessa resposta.
Reforço Positivo
: é todo evento que aumentaa probabilidade futura da resposta que o produz; o RP cabe a estímulos desejáveis (saciar a sede).
Reforço Negativo
: é todo evento que aumenta a probabilidade de futura resposta que o removeou atenua; o RN cabe a estímulos indesejáveis (livrar-se do choque).
10.
►
Esquiva
(RN):
estímulos aversivos condicionados separados por intervalo de tempoapreciável; o indivíduo se prevê e diminui efeitos indesejáveis, ex.: som do dentista. Fuga (RN):termina com o estímulo já em andamento, ex.: barulhos repentinos que incomodam; tendência dese fugir deles.
11.
►
Extinção
:
a resposta deixa subitamente de ser reforçada, ex.: ‘paquera’ nãocorrespondida.
12.
►
Punição
:
quando há apresentação de um estímulo aversivo ou remoção de umreforçador positivo presente, ex.: castigos físicos na escola ou comportamento. no trânsito (leva àsupressão temporária da resposta sem, contudo, alterar a motivação).
13.
►
Controle de estímulos
:
polêmico, porém, necessário, ex.: semáforo, aceleração-frenação.
14.
►Discriminação
: normas e regras sociais que resultam em determinada resposta decomportamento, ex.: conduta em festas.
15.
►
Generalização
:
respondemos de forma semelhante a um conjunto de estímulospercebidos como semelhantes, ex.: aprendizagem escolar em diversas linhas de conhecimento.
16.
 Aplicação do Behaviorismo
:
escolas, treinamentos em empresas, clínicas psicológicas,trab. educativo em crianças excepcionais, publicidade etc.
17.
►
Análise Experimental do Comportamento
auxilia, descreve e modifica ocomportamento do homem.
18.
►
Contracontrole
:
escapar do controlador, pondo-se fora de seu alcance; opor-se aocontrole com contracontrole, ex.: desertar de um governo, apostasiando de 
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Questão 2
Tema: Política externa e interna do Brasil
Bibliografia:
Capítulo 7 – Raízes do Brasil (foco na finalização do capítulo)

Tópicos principais para a resposta:
·       Revisão: ruralismo, estruturas coloniais, personalismo, políticas de balcão
·       Princípios de autonomia e universalização
·       Ações para adquirir autonomia (OPA, Mercosul, BRICS)
·       Eixos da política externa brasileira
·       Problemas internos (latifúndios, desigualdade social, infraestrutura etc.)
Anotações:
1-A tese de Sérgio Buarque de Holanda sobrevive até os dias atuais?
·       Segundo o autor, situações como o ruralismo, as estruturas coloniais, o personalismo e as políticas de balcão são essências extremamente íntimas que não podem ser alteradas;
·       Ao longo da resposta, precisaremos comprovar que essa tese já não é mais tão absoluta como antes. Através da busca de autonomia e universalização da política externa brasileira, pode-se dizer que algumas estruturas coloniais já foram superadas, por exemplo;
·       A autonomia brasileira é bem recente e está sendo lentamente conquistada desde o início do século XX. Uma prova disso é o fato de que, em 1888, precisamos de forças externas e liberais para abolir a escravatura;
·       Ao longo do século passado, diversas medidas da política externa brasileira comprovaram nossa busca pela autonomia. Nesse sentido, é legal revisar os tópicos dos seminários, pelo menos;
·       Em suma, precisamos mostrar que o Brasil abandona lentamente, através de alguns instrumentos, algumas de suas raízes negativas.
·       Não tenho outras informações sobre o assunto, mas o Claudenir afirmou que Holanda manteve-se em uma essência metafísica muito grande ao finalizar seu livro. Quem quiser colocar isso, ficará como algo a mais para a resposta.

1.1   – “Definições”:
Ruralismo: Parte vital da estrutura colonial brasileira, o ruralismo deve ser relacionado com o surgimento e permanência dos latifúndios.  Uma das provas do poder ruralista no Brasil é a votação do Código Florestal. Tudo poderia ser muito simples se não tivéssemos uma bancada ruralista em Brasília.
Demoramos para evoluir do rural para o agrícola (vale lembrar que o termo “agrícola” refere-se ao emprego de técnicas produtivas). Na realidade, a terra nunca deixou de ser nosso modo de produção de riquezas. É justamente ao redor dela que surgem os problemas sociais brasileiros.
O ruralismo atrapalhou ainda a existência de um capital criativo mais incisivo no Brasil. Quase sempre importamos as tecnologias e ideias alheias, a começar pela industrialização (made in England, rsrs)
Estruturas coloniais: Não acho que haja necessidade de definir esse termo, mas sim de contextualizá-lo dentro da questão da prova.Diretamente ligado ao ruralismo, também pode ser explorado no momento de “falar mal” sobre o país: questões relacionadas a desigualdade social e a falta de infraestrutura têm forte relação com as raízes do Brasil.
Personalismo: serviço burocrático (personalização das instituições segundo a gerência da pessoa que está ali naquele momento). Origina-se da figura do português empreendedor, que é individualista e propaga a ideia de que “o sucesso de uma ação só depende de você.” Para quem quiser mais informações, leia as páginas 32, 33 e 34 de “Raízes do Brasil”.
Políticas de balcão: não encontrei uma definição pronta, mas o termo deve estar relacionado ao mercado de balcão. Seu conceito? Todas as distribuições, compra e venda de ações, títulos, commodities e afins feitos fora da bolsa de valores. Simplificando: políticas informais.
2-Princípios da política externa brasileira
AUTONOMIA
UNIVERSALIZAÇÃO
·       Esses princípios são fundamentais para contra-argumentar a tese do Sérgio Buarque de Holanda.
·       O principal objetivo da política externa brasileira é diminuir a dependência em relação aos Estados Unidos.
·       Um dos principais pontos para a concretização dessa meta foi a criação do Mercosul. Vale lembrar que tudo começou com a Operação Pan-americana (OPA), da qual se originou a estreita relação entre Brasil e Argentina.
·       Recentemente, uma das formas mais eficazes para alcançar esse objetivo foi a criação e consolidação dos BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). “Inventado” pelo Brasil, essa foi uma das maiores engenharias políticas de nossa história.
·       Tudo isso comprova que o Brasil ganha capacidade de impor seus interesses diante de outros Estados a cada dia. Não é a toa que o país representa os interesses latino-americanos em reuniões internacionais.
·       Com relação à universalização de nossa autonomia, um dos principais exemplos é a liderança na reconstrução do Haiti.
·       Apesar dessa autonomia, que coloca o Brasil como potência regional média, conseguimos manter boas relações com os EUA. O motivo disso é histórico: desde 1900, o Barão de Rio Branco antecipou-se e conquistou um local privilegiado para o Brasil nas relações diplomáticas entre os dois países. Ao longo da história, o Brasil mostrou que sabe quando é necessário recuar ou avançar em relação aos Estados Unidos. (Lembrem-se disso quando passarem na Avenida Rio Branco, no centro de São Paulo, rs)
·       Até mesmo o suposto vilão chamado ruralismo pode ser útil nessa expansão da política externa: a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) prevê uma crise de alimentos para a próxima década. Isso favoreceria econômica e politicamente o Brasil.
Eixos de prioridade da política externa:
·       Regional – Mercosul, especialmente Argentina e Venezuela;
·       Norte-americano: projeto de integração econômica que inclui Canadá e México + relações políticas e econômicas com os próprios Estados Unidos;
·       Europeu – baseado em Berlim, compreende, a um só tempo, as relações com a União Europeia e com os países da Europa Ocidental – é o eixo tradicional da orientação de constituição de parcerias estratégicas;
·       Orla do Pacífico – centrado em Tóquio, visa reforçar laços com o Japão e iniciar a intensificação gradual da cooperação com os demais países da região (Coreia do Sul, Taiwan, Cingapura, Tailândia etc.)
·       Potências regionais – consolidado pelos BRICS, encerra realidades políticas diversas e níveis de cooperação distintos. Relações constituídas por inúmeras afinidades, visto que as nações enfrentam os mesmos tipos de problemas no cenário internacional, além de desempenharem o mesmo papel protagônico de potências regionais.
3-Os problemas internos (em parte, Sérgio Buarque de Holanda ainda tem razão)
·       Temos um saber agrícola que dificilmente será acumulado por outros países, mas nos esquecemos de associá-lo as tecnologias de produção e à capacidade produtiva.
·       Precisamos desenvolver uma indústria com competência e capital brasileiros.
·       É necessário explorar setores potenciais do Brasil, como construção civil, comercialização de bovinos, fármacos e serviços em geral (setor terciário da Economia);
·       Nossa infraestrutura é precária. Quer exemplos? Grande parte das reportagens sobre os preparativos para a Copa do Mundo tratam sobre esse assunto.
·       As relações de amor e ódio que envolvem a palavrinha “privatização” precisam ser amenizadas. O problema não é a privatização, mas sim como privatizar. É necessário, por exemplo, regular tempo de contrato, preços, qualidade de serviços oferecidos etc.
·       Pense em todos os problemas que a história do Brasil ainda não solucionou: desigualdades, falta de reforma agrária, questão indígena etc.. Uma dica: revise suas anotações do primeiro semestre: são aqueles primeiros capítulos do livro do Sérgio Buarque de Holanda que funcionam como embasamento para mostrar que não superamos tudo, mas estamos caminhando (mesmo que lentamente).
·       Vale lembrar que o maior problema do país refere-se as suas políticas internas.

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Questão 1:

Tema: Composição externa dos Estados Unidos

Bibliografia:

Textos:

Cardim – texto sobre Bretton Woods
Serrano – “Do ouro imóvel ao dólar flexível”
Obs: os dois textos estão no grupo. Para encontrá-los, basta acessar a aba “arquivos”

-Capítulo 7 – Raízes do Brasil (livro completo no grupo)
-Capítulos 7 e 8 – “Política Externa Brasileira” (Henrique Altemani) – não tem o capítulo 7 no grupo, mas lembrar-se dos seminários ajudará nessa parte.

Tópicos principais para a resposta:

-Bretton Woods;
-Padrão ouro-dólar;
-Câmbio flutuante;
-Wall Street: de 1970 aos dias atuais

Anotações:

BRETTON WOODS:

O que foi?
Reunião ocorrida em julho de 1944 entre representantes da Aliança das Nações Unidas (que lutava contra o eixo fascista – Alemanha, Itália e Japão – na Segunda Guerra Mundial). Originou-se de um encontro entre Franklin Roosevelt e Winston Churchill (presidentes dos EUA e da Inglaterra, respectivamente) ocorrido em um submarino no Oceano Atlântico.

Objetivos:
  • Organização do sistema financeiro;
  • Evitar uma Terceira Guerra Mundial;
  • Combater depressões e crises econômicas;

O porquê:
Em 1944, já era possível vislumbrar que o eixo comandado pelos Estados Unidos ganharia a Segunda Guerra Mundial. Com isso, era necessário reorganizar o sistema financeiro e reconstruir os países devastados pelo conflito.

Principais concretizações:
  • ONU;
  • Declaração Universal dos Direitos Humanos;
  • FMI;
  • Banco Mundial.

As propostas:

Pontos em comum entre propostas de John Maynard Keynes e Harry Dexter White:

  • Evitar a guerra;
  • Fazer o comércio mundial;
  • Não deixar que uma nova depressão ocorra.

Keynes:
  • Economista inglês;
  • Defendia que o mercado deve funcionar com liberdade, mas também deve ser regulado pelo Estado.
  • Para Keynes, o mercado é importantíssimo, mas precisa estar equilibrado para favorecer as trocas comerciais
  • Dentro do comércio mundial, as trocas devem ser pagas. Essa moeda de pagamento jamais pode ser doméstica, pois o país que imprimir a “moeda de troca” terá uma vantagem exorbitante dentro do mercado.
  • Para evitar tal situação, Keynes propõe uma moeda escrituraria para o pagamento de tais trocas, o bancor. Essa é uma forma de controle dos mercados, já que todos sabem quanto cada um deve pagar e receber. Através disso, corrige-se déficits dos países e controla-se possíveis crises.
  • Em suma, o método keynesiano garante transparência de mercado;
  • Apesar de ter sido rejeitada em Bretton Woods, a proposta de Keynes é retomada até hoje. Um dos exemplos de sua aplicação foi na crise de 2008 nos EUA. Além disso, a West Union, empresa de tecnologia belga criada em 1980, opera com um sistema de informática transferências pessoais no mundo inteiro, em um processo bem semelhante ao proposto por Keynes.

White:
  • Economista americano;
  • Propõe a criação de um fundo de cotas, cujos participantes serão os países aliados aos EUA (observação importante: isso era extremamente perigoso, pois a exclusão da Alemanha no período entreguerras foi um dos fatores para a ascensão do nazismo. Além disso, os países que estivessem fora desse fundo poderiam criar ações excessivamente protecionistas, um dos ingredientes para a eclosão de uma nova guerra);
  • O FMI (Fundo Monetário Internacional) foi a consolidação da proposta de White, vencedora em Bretton Woods;
  • O órgão nasceu com o propósito de corrigir desequilíbrios no mercado, seja nas contas dos Estados ou trocas comerciais. Não haveria, nesse caso, uma moeda única e escrituraria para realizar tais trocas.
  • As reservas do FMI poderiam ser usadas pelos Estados em caso de crises econômicas, por exemplo;
  • Nos primeiros anos, há um equilíbrio no depósito de moedas, apesar de uma predominância do dólar americano. Com o tempo, a moeda estaduniense torna-se maioria absoluta no FMI, transformando-se na moeda de troca mundial;
  • O economista também propõe a criação do Banco Mundial, cujo objetivo inicial era reconstruir os países destruídos pela guerra. O nome inicial da instituição era Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD). Atualmente, o órgão auxilia no financiamento do desenvolvimento dos países mais pobres do mundo.

DO PADRÃO OURO-DÓLAR AOS DIAS ATUAIS:
Segundo SERRANO (2002), o padrão ouro-dólar foi estabelecido no período pós-Segunda Guerra e durou até 1971.

Breve resumo:
·       O padrão ouro-dólar previa câmbio fixo (1g de ouro = 1 dólar). Isso trazia previsão de negócios para as trocas financeiras (as dívidas eram fixadas em um mesmo valor por décadas, sofrendo apenas com o efeito dos juros);
·       Na década de 1960, houve uma grande demanda por dólar, vinda especialmente dos empréstimos do FMI e do dinheiro gasto com a reconstrução dos países. Em determinado momento, já não havia mais ouro suficiente para lastrear a impressão de dólar.
·       Eis que surge o Dilema de Triffin (economista belga que criticou o sistema Bretton Woods), que se resume a essa frase: “se eu não imprimir moeda, não conseguirei financiar nada. Por outro lado, o ouro torna-se um limite para a emissão monetária”.
·       Diante de tal situação, o presidente americano da época, Richard Nixon, resolve acabar com o padrão ouro-dólar, determinando que o preço da moeda seria definido pela lei do mercado (lei da oferta e da procura). Nascia aí o câmbio flutuante.
·       Mesmo com essa mudança, o dólar não perdeu confiança, passando a ser referência de valor para o poder monetário.
·       A França chegou a exigir ouro em troca do dólar que tinha. Nixon, entretanto, negou o pedido e reafirmou que o padrão ouro-dólar era coisa do passado.
·       Foi nesse período que o poder de Wall Street entrou em grande ascensão. Desde então, esse é o coração financeiro do mundo.
·       O poderio financeiro dos Estados Unidos é inquestionável. Situações aparentemente desfavoráveis, como o dólar barato, são formas de regular o mercado a favor dos americanos. Com o preço baixo, pessoas deixam de comprar em seus países e passam a comprar nos EUA, ocorrendo assim um processo de transferência de riquezas.
·       Choque de Wolker: uma das demonstrações do poder de Wall Street. Com elevação das taxas de juros para 21%, vários países latino-americanos quebraram no início da década de 1980.
·       Crise de 2008: provocada pelo uso excessivo do capital especulativo. Um mesmo título era vendido para mais de 30 pessoas, por exemplo. Isso provocou uma verdadeira bolha no mercado imobiliário, já que era impossível pagar tantas pessoas. Em uma medida keynesiana, o governou “assumiu” a dívida e reinjetou dólar no mercado (na prática, quem assume a dívida é o povo, que paga tal valor com trabalho e perdas sociais, como redução de gastos na saúde, por exemplo).

Lembrete:
Câmbio flutuante: determinado pela lei do mercado (lei da oferta e da procura). Quanto maior a procura, mais alto será o valor.
Câmbio livre: não sofre nenhum tipo de intervenção do Estado.
“Se o dólar está muito caro, o Brasil não consegue exportar. Se está muito barato, pessoas compram no exterior e/ou importam produtos americanos, em um processo de transferência de riquezas.”
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